O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a prisão pela primeira vez desde que foi detido, na manhã desta quarta-feira (24), para passar por uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral. Ele saiu da Superintendência da Polícia Federal pouco antes das 9h30, escoltado por policiais e sem falar com a imprensa.
A saída foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que Bolsonaro tenha acesso ao hospital pela garagem e permaneça sob custódia durante todo o período de internação. A Polícia Federal ficou responsável pelo transporte até um hospital particular.
Segundo relatório pericial da PF, a cirurgia foi indicada devido à persistência de dores e desconforto na região da virilha, além da falta de resposta satisfatória aos tratamentos anteriores. A junta médica concluiu que o procedimento deveria ser realizado “o mais breve possível”.
Além da correção da hérnia, os médicos informaram que também será feito um bloqueio anestésico como complemento ao tratamento, com o objetivo de reduzir crises recorrentes de soluço. O procedimento indicado é a herniorrafia inguinal convencional, técnica utilizada para reposicionar o conteúdo herniado e reforçar a parede abdominal.
A perícia destacou que, embora exista a possibilidade de tratamento conservador, a maioria dos casos recomenda intervenção cirúrgica. O laudo também apontou piora no sono e na alimentação, além do aumento do risco de complicações.
Por decisão judicial, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro está autorizada a acompanhar o ex-presidente durante a internação. Já a visita dos filhos foi vetada. Também está proibido o uso de celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos, cabendo à PF fiscalizar o cumprimento das restrições.
Após o procedimento e o período de recuperação indicado pela equipe médica, Bolsonaro deverá retornar à custódia da Polícia Federal.




