Criança em coma tem suspeita de meningoencefalite viral em MT

Caso mobiliza autoridades de saúde e segue sob investigação em Cáceres

Reprodução

Uma criança de quatro anos está internada em estado grave na UTI Pediátrica do Hospital Regional de Cáceres com suspeita de meningoencefalite viral aguda. O caso foi confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta terça-feira (26).

Segundo a pasta, a hipótese de meningite bacteriana foi descartada após exames laboratoriais realizados na criança, que frequenta a creche Fazendo Arte.

A criança está internada desde o dia 22 de maio e permanece em coma, com quadro de lesão encefálica considerada grave e irreversível, conforme informou a Secretaria de Saúde.

A notificação oficial do caso suspeito foi recebida pela Vigilância em Saúde na segunda-feira (25).

De acordo com os exames já concluídos, a análise do líquor apresentou resultado compatível com infecção de origem viral. A cultura bacteriana teve resultado negativo.

A investigação segue em andamento e aguarda o resultado de um painel viral que deverá identificar o agente causador da infecção. Amostras também foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT) para exames complementares.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o cenário epidemiológico em Cáceres permanece estável e que não houve aumento de casos relacionados à doença.

Segundo a Vigilância Epidemiológica, não há recomendação para fechamento da creche ou suspensão das atividades escolares no momento.

A orientação das autoridades de saúde é reforçar medidas de higiene e manter monitoramento de possíveis sintomas entre crianças e profissionais da unidade.

A prefeitura informou ainda que todas as medidas previstas pelo Ministério da Saúde foram adotadas, incluindo acompanhamento clínico, investigação laboratorial e monitoramento em conjunto com o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs Fronteira).

Entre os sintomas de meningite estão febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos, náuseas e prostração. Em casos mais graves, podem surgir convulsões, rigidez na nuca e alterações respiratórias.

A Secretaria de Saúde orienta pais e responsáveis a procurarem atendimento médico em caso de sintomas suspeitos.

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