Entenda a proposta de criação de comunidade no interior de Mato Grosso

Proposta prevê distrito com infraestrutura para atender região agrícola; iniciativa ainda está em fase inicial

Reprodução

Políticos e empresários de Mato Grosso articulam a criação de uma nova comunidade no interior do estado, que tem sido chamada informalmente de “Gilmarlândia”, em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

A proposta foi apresentada durante evento realizado em 21 de fevereiro, na Fazenda Bom Futuro, e prevê a implantação de um distrito ou até de uma nova cidade, inicialmente batizada de Nova Aliança do Norte.

A iniciativa é liderada pelo empresário do agronegócio Eraí Maggi e tem como objetivo atender à crescente demanda por infraestrutura em uma região agrícola localizada a cerca de 300 quilômetros ao norte de Cuiabá. A localidade fica a mais de 100 quilômetros de Diamantino, cidade natal do ministro.

Segundo os idealizadores, a ausência de serviços básicos obriga moradores e trabalhadores a percorrer longas distâncias para acessar atendimento de saúde, educação e outros serviços essenciais.

Durante o lançamento, Gilmar Mendes defendeu a importância da iniciativa e destacou a necessidade de envolvimento de diferentes instituições para viabilizar o projeto.

Apesar do apelido, o ministro não confirmou que a comunidade será oficialmente nomeada em sua homenagem. O termo “Gilmarlândia” teria surgido como uma brincadeira, inspirada em nomes de distritos da região.

A proposta inclui a doação de áreas para a implantação do projeto. Gilmar Mendes e Eraí Maggi teriam destinado, cada um, cerca de 100 hectares de terra para a construção da comunidade, que deve contar com moradias populares e estrutura básica para atender trabalhadores e famílias da região.

De acordo com lideranças locais, cerca de 10 produtores rurais participam da articulação. Juntos, eles cultivam mais de 250 mil hectares de soja e algodão e empregam aproximadamente 2.500 trabalhadores.

A expectativa é que, com a formalização de um distrito ou município, a região passe a contar com investimentos públicos em infraestrutura, facilitando o acesso a serviços essenciais.

Atualmente, segundo os defensores do projeto, estudantes chegam a sair de casa ainda de madrugada para frequentar a escola em cidades vizinhas, retornando apenas no fim do dia. O acesso a atendimento médico também é apontado como uma das principais dificuldades.

O projeto ainda está em fase inicial e depende de estudos de viabilidade técnica, além de consultas públicas, antes de avançar para as etapas de formalização.

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