O ministro da Agricultura e senador licenciado, Carlos Fávaro (PSD), afirmou que não possui restrições à eventual candidatura do ex-governador Pedro Taques (PSB) ao Senado nas eleições de 2026. Taques assumiu recentemente o comando do PSB em Mato Grosso após a saída do deputado estadual Max Russi, que se filiou ao Podemos.
Mesmo filiado ao PSD, Fávaro mantém alinhamento político com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve disputar a reeleição ao Senado. Dentro do campo político ligado à esquerda no estado, ainda não há definição sobre quem ocupará a segunda vaga ao Senado na composição da coalizão.
Taques já se colocou como pré-candidato, porém seu nome encontra resistência em setores da esquerda, principalmente em razão de avaliações sobre sua gestão como governador.
Ao comentar o cenário eleitoral, Fávaro afirmou que considera positiva a presença de vários candidatos na disputa.
“As duas eleições que disputei ao Senado tinham 11 candidaturas. Eu acho isso excelente porque é a força da democracia. Quanto mais candidatos, mais opção para o eleitor, mais opções para a população escolher”, declarou.
Enquanto o ministro defende a ampliação de candidaturas, lideranças políticas como o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) defendem que a segunda vaga da coalizão seja ocupada por uma mulher. Entre os nomes citados está o da ex-vereadora Edna Sampaio (PT).
Na disputa ao Governo do Estado, a federação Brasil da Esperança — formada por PT, PV e PCdoB — já definiu o nome que deve representar o grupo. A médica Natasha Slhessarenko foi indicada para concorrer ao Palácio Paiaguás.
Para Fávaro, um cenário com múltiplos candidatos pode favorecer a candidatura da médica. “Se houver mais de três candidatos, Natasha estará no segundo turno”, afirmou o ministro.



