O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária apontou aumento nos preços dos fretes rodoviários de grãos em Mato Grosso, conforme boletim recente divulgado nesta semana. A alta foi registrada mesmo com oferta equilibrada de cargas, tendo como principal fator a redução na disponibilidade de caminhões no estado.
Segundo o levantamento, parte da frota deixou Mato Grosso em busca de melhores oportunidades em outras regiões do país, o que diminuiu a oferta local de veículos e ampliou o poder de negociação das transportadoras que permaneceram.
Entre as principais rotas monitoradas, o trajeto de Diamantino a Rondonópolis registrou média de R$ 155 por tonelada, com alta de 3,20%. Já a rota de Querência a Uberlândia (MG) teve média de R$ 333,70 por tonelada, avanço de 3,28%.
De acordo com o coordenador de inteligência de mercado agropecuário do Imea, Rodrigo Silva, o cenário contraria a expectativa para o período, quando seria comum a redução dos preços após o avanço da colheita da soja. Ele destacou que os valores seguem acima dos registrados no mesmo período do ano anterior, influenciados principalmente pelo custo do diesel.
O transporte rodoviário é um dos principais componentes do custo de produção no estado, que depende da malha rodoviária para escoar a produção agrícola até centros consumidores e portos. Com o aumento do frete, há impacto direto na rentabilidade dos produtores rurais.
O cenário também pode afetar a competitividade do agro mato-grossense em relação a outras regiões com melhor infraestrutura logística ou mais próximas dos portos.
Os dados integram o projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido em parceria entre o Imea e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, que monitora indicadores econômicos relevantes para o setor.




