O Hamas anunciou nesta sexta-feira (3) que concorda em liberar todos os reféns israelenses, vivos ou mortos, conforme a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar o conflito em Gaza. O grupo também indicou disposição para iniciar negociações mediadas sobre os detalhes do acordo.
Trump estabeleceu um prazo até domingo, às 19h (horário de Brasília), para que o Hamas aceite a proposta, alertando que, caso contrário, “todo o inferno, como nunca visto antes, se desencadeará contra o Hamas”. Em postagem no Truth Social, o presidente classificou o grupo como uma “ameaça implacável e violenta no Oriente Médio” e alertou os palestinos inocentes para buscarem áreas mais seguras em Gaza.
O plano de Trump, apresentado anteriormente a líderes do Egito, Indonésia, Jordânia, Arábia Saudita, Turquia, Paquistão, Catar e Emirados Árabes Unidos, prevê:
Cessação imediata das hostilidades;
Troca de todos os reféns do Hamas por prisioneiros palestinos mantidos por Israel;
Retirada das forças israelenses de Gaza;
Desarmamento do Hamas;
Criação de um governo de transição sob supervisão internacional.
Segundo a ONU, nenhuma área em Gaza é considerada segura. Israel bloqueou a principal via da Cidade de Gaza, instruindo milhares de moradores a se deslocarem para o sul, alertando que seria a última chance de escapar de uma ofensiva militar em grande escala. A população enfrenta escassez de alimentos, após interrupção da ajuda humanitária por 11 semanas e atrasos na distribuição das 170 mil toneladas de ajuda humanitária previstas para entrar na região.
O chefe de ajuda da ONU, Tom Fletcher, avaliou que a iniciativa de Trump representa “uma janela de oportunidade”, permitindo o envio de ajuda urgente e o retorno dos reféns.
A ofensiva israelense em Gaza começou após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 mortos e resultou no sequestro de 251 pessoas. Desde então, mais de 66 mil pessoas morreram em Gaza, a maioria civis, segundo autoridades locais, enquanto Israel afirma que mais de 25 mil combatentes do Hamas foram mortos.




