Mato Grosso caiu da segunda para a quarta colocação no ranking de desmatamento da Amazônia Legal no calendário de 2026, que considera o período entre agosto de 2025 e fevereiro deste ano.
No intervalo de sete meses, foram desmatados 181 km² no Estado, o que representa uma redução de 51% em relação ao mesmo período anterior, quando 368 km² haviam sido registrados. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon.
No acumulado da Amazônia Legal, o desmatamento atingiu 1.264 km², uma queda de 41% na comparação com o ciclo anterior, que havia somado 2.129 km².
Entre os estados, o Pará lidera o ranking, com 398 km² desmatados no período, seguido pelo Amazonas (200 km²) e Acre (190 km²). Mato Grosso aparece na quarta posição.
De acordo com a pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim, o avanço do Acre está ligado à expansão da fronteira agropecuária na região conhecida como Amacro, que abrange áreas do Acre, Amazonas e Rondônia.
Apesar da queda e da mudança no ranking, o instituto aponta que Mato Grosso segue relevante no cenário do desmatamento. “O que estamos observando é uma ampliação territorial da dinâmica do desmatamento na Amazônia Legal”, afirmou a pesquisadora.
Considerando apenas fevereiro de 2026, o desmatamento na Amazônia foi de 69 km², uma redução de 42% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram registrados 119 km². Trata-se do menor índice para fevereiro nos últimos oito anos.
No recorte mensal, Mato Grosso liderou o desmatamento, concentrando 32% da área total, seguido por Roraima (29%) e Pará (23%).
Ainda assim, o Estado também apresentou redução no mês. Foram 22 km² desmatados em fevereiro de 2026, contra 42 km² no mesmo período do ano anterior, queda de 48%.



