Paciente agride médica e técnica de enfermagem em UPA de Cuiabá

Servidora sofreu arranhões e registrou boletim de ocorrência; Secretaria Municipal de Saúde reforça protocolos e repudia violência

Reprodução

Uma paciente, ainda não identificada, atacou duas profissionais de saúde na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá, na manhã desta sexta-feira (21). O caso ocorreu após a mulher se irritar com as orientações da equipe sobre os procedimentos adotados na unidade.

De acordo com testemunhas, a confusão começou quando a paciente, já atendida e medicada, demonstrou insatisfação com o atendimento e avançou contra a técnica de enfermagem responsável. Uma médica que tentava intervir para conter a agressão também foi atacada.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a paciente reagiu de forma violenta ao ser informada sobre a restrição de acompanhantes na sala de medicação, que é permitida apenas para idosos e crianças. A servidora atingida sofreu arranhões e teve parte da roupa rasgada. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e será investigado pelas autoridades.

A SMS ressaltou que toda a equipe da UPA seguiu os protocolos técnicos, atuando com respeito, acolhimento e compromisso com a segurança do atendimento. No momento do incidente, a paciente já havia sido medicada.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou o apoio integral à profissional agredida. “É inaceitável que profissionais que dedicam suas vidas a cuidar da população sejam alvo de agressões. Não toleraremos nenhum tipo de violência dentro das nossas unidades”, afirmou.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça, reforçou que a equipe seguiu os protocolos corretamente e lembrou que atos de violência contra servidores públicos serão tratados com seriedade.

Segundo o Código Penal, o desacato a servidor público, previsto no artigo 331, ocorre quando alguém ofende ou desrespeita um agente durante o exercício de suas funções, podendo resultar em detenção de seis meses a dois anos ou multa. Críticas ou reclamações não caracterizam crime, desde que não envolvam ofensa direta.

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