Réu que matou por ciúmes a facadas é condenado a 19 anos de prisão em MT

Tribunal do Júri acolheu pedido do Ministério Público e reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e meio cruel. Acusado não aceitava o fim do relacionamento e atacou o novo namorado da ex-companheira.

Reprodução

O Tribunal do Júri da comarca de Brasnorte (a 572 km de Cuiabá) condenou, nesta segunda-feira (3), Ronildo José dos Santos a 19 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado. Ele foi condenado pelo homicídio qualificado de Altair Batista Ramos, motivado por ciúmes.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente os pedidos do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e meio cruel.

O crime e a motivação

De acordo com a denúncia do MPMT, o crime ocorreu em dezembro de 2024. O réu, que conviveu por 16 anos com a ex-companheira, não aceitava o fim do relacionamento.

Após descobrir que a mulher mantinha um novo relacionamento com a vítima, Ronildo foi até a residência de Altair e o atacou com 13 golpes de faca, causando a morte.

“Trata-se de um crime motivado por ciúmes, um sentimento fútil que jamais pode justificar a perda de uma vida. A crueldade com que a vítima foi assassinada demonstra a periculosidade do réu”, destacou o promotor Fabison Miranda Cardoso, coordenador do GAEJúri (Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri), que sustentou a acusação ao lado do promotor Eduardo Antônio Ferreira Zaque.

Histórico de violência

Durante o julgamento, o depoimento da ex-companheira foi considerado crucial. Ela relatou o histórico de violência do réu, que incluiu:

  • Agressão anterior: Dez meses antes da separação, ela foi agredida por Ronildo e sofreu um corte na cabeça, mas alegou ter caído por medo de registrar ocorrência.
  • Invasão armada: Em dezembro de 2023, o réu invadiu sua casa armado com uma faca, sendo contido pela Polícia Militar.

No dia do homicídio, a mulher conversou por telefone com Ronildo. Horas depois, recebeu uma mensagem do acusado que dizia: “Já sei quem é seu namoradinho”. Em seguida, ele foi até a casa da vítima e cometeu o assassinato.

O promotor Eduardo Antônio Ferreira Zaque pontuou que a decisão do Tribunal do Júri “reafirmou o valor da vida e a intolerância da sociedade com crimes passionais”.

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