O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta segunda-feira (13) no Parlamento de Israel (Knesset) e destacou a libertação dos últimos reféns israelenses sobreviventes pelo Hamas, classificando o episódio como o “fim de uma era de terror e morte” e o início de um “novo Oriente Médio”.
“Depois de dois anos terríveis na escuridão, 20 reféns estão voltando para os braços de suas famílias, é um dia glorioso. Não é apenas o fim de uma guerra, é o fim de uma era de terror e morte, o início de uma era de fé e esperança”, afirmou Trump, ovacionado pelos parlamentares.
Durante a fala, o republicano agradeceu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e às nações árabes que ajudaram nas negociações. Ele classificou a operação como um triunfo coletivo e afirmou que agora é hora de reconstruir Gaza, com foco na dignidade e no desenvolvimento econômico da região.
O discurso foi brevemente interrompido por dois deputados árabes, Ayman Odeh e Ofer Cassif, que exibiram cartazes com a palavra “genocida” e foram retirados do plenário. Trump retomou a fala elogiando a eficiência das forças de segurança.
Libertação dos reféns
O Hamas entregou os últimos 20 reféns israelenses vivos, sob acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, após dois anos de guerra que começou em 7 de outubro de 2023, quando militantes atacaram o sul de Israel, matando cerca de 1,2 mil pessoas e sequestrando 251 civis e soldados. As Forças Armadas israelenses confirmaram o recebimento dos reféns, causando aplausos e emoção na Praça dos Reféns, em Tel Aviv.
Como parte do mesmo acordo, palestinos detidos em Israel também foram libertados, integrando a primeira fase do plano de cessar-fogo negociado em Sharm el-Sheikh, no Egito.
Contexto humanitário e político
O conflito deixou mais de 67 mil mortos em Gaza, segundo autoridades locais, e gerou um grave desastre humanitário. Trump afirmou que, apesar da primeira fase do acordo, ainda há desafios significativos para a paz duradoura no Oriente Médio, incluindo o conflito israelense-palestino mais amplo e divisões regionais.
O presidente americano também citou que o próximo passo é buscar o fim da guerra na Ucrânia, destacando sua intenção de expandir esforços de mediação em outros conflitos globais.
O evento reuniu líderes internacionais e famílias de reféns, marcando um momento simbólico de esperança e reconstrução após dois anos de violência e instabilidade na região.




