Várzea Grande investe abaixo do necessário em saneamento e fica distante da universalização

Município aplica R$ 78,40 por habitante, valor cerca de 65% inferior ao recomendado; estudo aponta urgência em ampliar investimentos

Reprodução

Várzea Grande apresenta investimento médio de R$ 78,40 por habitante na área de saneamento básico, valor cerca de 65% abaixo do patamar considerado necessário para garantir acesso igualitário à população estimada em 314 mil pessoas, que seria de R$ 223,82 por habitante.

Os dados constam na 17ª edição do Ranking do Saneamento, divulgada pelo Instituto Trata Brasil (ITB), que avaliou os 100 municípios mais populosos do país com base em indicadores como nível de atendimento, melhoria dos serviços e eficiência.

A análise considera informações do período de 2019 a 2023, com base no Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA). Segundo o levantamento, os indicadores de Várzea Grande ainda estão distantes da universalização, o que reforça a necessidade de decisões urgentes por parte da gestão municipal para ampliar os investimentos no setor.

No mesmo período, Cuiabá se destacou como a capital com maior investimento per capita em saneamento, com média de R$ 415,02 por habitante. O valor supera o parâmetro estabelecido pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), sendo a única capital brasileira a atingir esse nível.

Na sequência do ranking aparecem São Paulo (SP), com investimento médio de R$ 198,97 por habitante, e Campo Grande (MS), com R$ 195,31. Ainda assim, ambas permanecem abaixo do valor de referência nacional, estimado em R$ 223,82.

De forma geral, as demais capitais apresentaram investimentos inferiores ao recomendado. A média entre elas foi de R$ 130,05 por habitante, pouco mais da metade do necessário. O menor índice foi registrado em Rio Branco (AC), com apenas R$ 8,09 por habitante, o que contribui para sua posição na última colocação do ranking de 2025.

O Instituto Trata Brasil destaca que o levantamento tem como objetivo promover o monitoramento contínuo e transparente da evolução dos serviços de saneamento no país. Os resultados indicam avanço no abastecimento de água, com média de atendimento de 93,91% nos 100 maiores municípios.

Apesar disso, ainda há desafios significativos: dez cidades apresentam cobertura inferior a 80%, evidenciando desigualdades no acesso aos serviços básicos de saneamento.

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