O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da Vara Criminal de Cuiabá, condenou David Fagner Pinheiro Maicá e João Bruno da Silva Oliveira pelo latrocínio (roubo seguido de morte) de Hildebland Pereira da Silva, síndico do condomínio Chapada dos Pinhais. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (23).
A dupla foi condenada a 25 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa. Somadas, as penas ultrapassam 50 anos de prisão. O juiz negou o direito de os réus recorrerem em liberdade devido à gravidade e à violência do crime.
O crime
As investigações apontaram que David Fagner suspeitava que Hildebland havia furtado uma quantia entre R$ 40 mil e R$ 100 mil de seu apartamento. Movido por essa suspeita, David, com o apoio de João Bruno, atraiu a vítima para um local isolado em 31 de janeiro de 2024.
No local, ambos agrediram Hildebland com socos, chutes e pauladas. Durante a ação, eles roubaram o carro da vítima, um Hyundai HB20. Posteriormente, retornaram ao condomínio, roubaram uma motocicleta Yamaha e, nesse momento, David atirou na perna da vítima.
O síndico sofreu lesões graves e múltiplas, o que o levou à falência múltipla de órgãos após mais de 20 dias de internação.
Decisão judicial
O juiz considerou que o crime foi premeditado e praticado com extrema violência. David e João Bruno confessaram o envolvimento à polícia. O magistrado, no entanto, afastou a tese de tortura, mantendo a condenação pelo crime de latrocínio.
Outros dois réus envolvidos indiretamente no caso — J.C.C.M., dono do carro de apoio, e A.S.D., flagrado com o veículo dias depois — foram absolvidos por falta de provas de coautoria ou de vínculo direto com a morte.




