Polícia Civil Lança Operação Contra Garimpo Ilegal em Área de Preservação em MT

Batizada de "Rastro de Érebo", ação cumpriu mandados em cooperativas de Peixoto de Azevedo e Matupá que exploravam minérios sem licença da Sema.

Divulgação/PJC

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta segunda-feira (20) a Operação Rastro de Érebo, visando combater a extração ilegal de minérios em áreas de preservação permanente nos municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá. A ação, coordenada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), cumpriu mandados de busca e apreensão em cooperativas que operavam sem licença ambiental.

As investigações começaram em junho, após denúncias de intensa degradação ambiental nos rios Peixoto e Peixotinho. A Polícia Civil apurou que o garimpo clandestino tem causado graves impactos, como assoreamento e poluição da água com sedimentos e metais pesados, afetando o abastecimento da população e a fauna aquática. As áreas de preservação estavam sendo invadidas por maquinários de garimpo.

A Justiça da Comarca de Peixoto de Azevedo determinou o bloqueio das atividades das cooperativas, a interdição dos empreendimentos e a proibição de movimentar a exploração ilegal. A decisão prevê multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento e permite a inutilização de balsas que não puderem ser removidas.

A operação mobilizou 41 profissionais, incluindo policiais civis, militares, peritos e agentes de fiscalização estadual e federal, com apoio de veículos terrestres, aéreos (helicóptero) e embarcações. O delegado Guilherme Pompeo destacou que a contaminação dos rios coloca em risco a saúde pública, além de destruir ecossistemas.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de poluição, dano a florestas de preservação permanente e impedimento da regeneração natural de florestas, conforme previsto na Lei Ambiental. A delegada Liliane Murata, titular da Dema, afirmou que o principal objetivo da operação é reduzir os danos, proteger a saúde da população e do meio ambiente, enfatizando que a exploração ilegal gera grandes prejuízos sociais e econômicos.

O nome da operação, “Rastro de Érebo” (personificação grega das trevas), simboliza uma investigação profunda em um ambiente hostil e oculto onde ocorre a lavra ilegal.

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