Macgaiver Max Neves Souza, de 38 anos, foi preso na segunda-feira (15), suspeito de agredir a esposa, de 31 anos, durante uma briga do casal, no município de Querência, a cerca de 945 quilômetros de Cuiabá. Após passar por audiência de custódia, ele teve a fiança fixada em R$ 5 mil, que foi paga, e passou a responder ao inquérito em liberdade.
A mulher foi encontrada com escoriações e hematomas pelo corpo, enquanto o homem apresentava ferimentos na cabeça e no braço. O caso foi registrado no início da semana, mas se tornou público nesta sexta-feira (19), após o deputado estadual Valdir Barranco (PT) divulgar o episódio nas redes sociais, com fotos do suspeito e da vítima após a agressão.
Na publicação, o parlamentar afirma que Macgaiver mantém contrato milionário na área de comunicação com a Prefeitura de Querência e pediu a apuração do caso. “Se confirmadas, essas informações são gravíssimas e exigem apuração rigorosa, transparência e responsabilização”, escreveu o deputado.
Em suas redes sociais, Macgaiver se apresenta como consultor político na área de marketing e aparece em publicações ao lado do prefeito do município. A reportagem entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Querência, mas não obteve retorno até a última atualização.
O caso
Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta de 0h30 de segunda-feira, após a mulher ligar pedindo ajuda. No local, os policiais encontraram a vítima chorando, com hematomas no rosto e ensanguentada. Ela relatou que foi enforcada, teve o cabelo puxado e recebeu socos do marido.
O suspeito também estava no local e, segundo o registro policial, confirmou as agressões, alegando que teria sido mordido pela esposa e atingido na cabeça por um ferro de passar roupas. Ele foi encaminhado à delegacia, enquanto a mulher foi levada ao Hospital Municipal de Querência, onde permaneceu em observação.
De acordo com a Polícia Civil, Macgaiver foi interrogado e autuado em flagrante por lesão corporal contra mulher, crime previsto no artigo 129, §13º, do Código Penal. A investigação segue em andamento.




