O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), discordou publicamente da tese de que o programa Bolsa Família estaria contribuindo para a falta de mão de obra em setores produtivos, como o da construção civil.
A declaração foi dada durante a inauguração da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres. Alckmin defendeu o programa e afirmou que ele já passou por ajustes para estimular a formalização no mercado de trabalho.
“Você já tem uma flexibilização. Quem está no Cadastro Único pode ter um emprego e manter um valor menor do auxílio do governo. Já está havendo uma flexibilização para estimular as pessoas a poderem ter emprego com carteira assinada e todos os direitos que a lei estabelece”, afirmou o presidente em exercício.
Críticas de líderes locais
A manifestação de Alckmin ocorre em um cenário onde políticos e empresários de Mato Grosso têm culpado os programas de transferência de renda pela dificuldade em encontrar trabalhadores.
Em 2024, o governador Mauro Mendes (União) disse que o excesso de programas de assistência social contribui para o desinteresse pelo trabalho.
O deputado estadual Júlio Campos (União) reforçou a crítica, alegando que a dependência dos benefícios tem dificultado as contratações. “O cidadão trabalha dois dias no máximo e já pede para sair porque está recebendo bolsa, porque a mulher está recebendo bolsa”, disse o deputado.
A ex-senadora Margareth Buzetti (PP) também criticou o programa, argumentando que ele desestimula o beneficiário a buscar emprego formal.




