O cenário da sucessão estadual em Mato Grosso segue sem um nome com ampla vantagem na corrida ao Palácio Paiaguás. A movimentação dos principais pré-candidatos alimenta a expectativa de que, pela primeira vez na história política do Estado, a eleição para governador seja decidida em segundo turno.
Entre os nomes colocados na disputa estão o governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, e os senadores Jayme Campos, do União Brasil, e Wellington Fagundes, do PL. Apesar da presença consolidada no cenário político estadual, nenhum deles conseguiu, até o momento, reunir simultaneamente força política, independência financeira e densidade eleitoral suficiente para abrir vantagem expressiva.
Jayme Campos é considerado um dos nomes mais conhecidos do Estado e possui estrutura financeira consolidada. No entanto, enfrenta resistência em parte do eleitorado, fator apontado por aliados e analistas como obstáculo para crescimento nas intenções de voto.
Já Otaviano Pivetta aposta na estrutura administrativa do governo estadual, no apoio político e na avaliação positiva da atual gestão para ampliar espaço eleitoral. O governador, porém, ainda trabalha para elevar o nível de conhecimento popular em diferentes regiões do Estado.
Wellington Fagundes, por sua vez, mantém estratégia alinhada ao eleitorado bolsonarista e busca ampliar apoio utilizando a força política do PL e a identificação com o número 22, associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador tenta superar o que aliados classificam como “teto” nas pesquisas de intenção de voto.
Com o quadro ainda aberto e sem polarização consolidada, lideranças políticas avaliam que a disputa tende a permanecer equilibrada nos próximos meses, aumentando a possibilidade de uma eleição decidida em duas etapas.




