O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) voltou a criticar o PL e o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, durante participação na GreenFarm, realizada nesta quarta-feira (27), no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá. Pré-candidato ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026, o parlamentar afirmou que mantém posicionamento baseado em convicções ideológicas e criticou o que chamou de influência do Centrão dentro da direita brasileira.
Durante entrevista, Salles afirmou que atua politicamente com foco em pautas conservadoras e liberais, citando apoio ao agronegócio, ao direito de propriedade e à legítima defesa.
“Eu sou uma pessoa da direita, fundei o Movimento Endireita Brasil há 20 anos, muito antes de ser ministro e antes do presidente Bolsonaro. Trabalho com minhas convicções”, declarou.
O deputado também criticou o fisiologismo e a corrupção associados ao Centrão, classificando essas práticas como um dos principais problemas da política brasileira.
“Eu digo que a esquerda é muito ruim para o Brasil, mas o Centrão é ruim também. A má postura do Centrão, o fisiologismo, o patrimonialismo e a corrupção sempre associados a essas ações”, afirmou.
Salles ainda voltou a atacar a articulação do PL para a disputa ao Senado em São Paulo e fez referência indireta ao presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado, nome apoiado por setores da legenda.
“Quando eu critico esse apoio ao pupilo do Valdemar, que quer ser candidato ao Senado no Estado de São Paulo, eu estou criticando justamente aqueles que vêm para a política não por convicção, mas para conseguir cargos e verbas”, disse.
O parlamentar também endureceu o discurso contra Valdemar Costa Neto e questionou o alinhamento ideológico do dirigente partidário.
“O Valdemar não é de direita, nem nunca foi. O Valdemar é Centrão na veia”, declarou.
Apesar das críticas, Ricardo Salles defendeu a união do campo conservador nas eleições presidenciais de 2026 e afirmou que derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e retirar o PT do poder deve ser prioridade para a direita brasileira.




