“Depressão não justifica feminicídios”, afirma primeira-dama de Cuiabá após soltura de acusado

Samantha Íris se manifestou após a Justiça soltar Daniel Frasson, acusado de matar a esposa e ferir a filha de 7 anos

Reprodução/MidiaNews

A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris (PL), criticou a estratégia usada por alguns feminicidas em Mato Grosso para escapar da prisão alegando distúrbios emocionais ou doenças mentais. O comentário foi feito após a decisão da Justiça de soltar Daniel Bennemann Frasson, acusado de matar a esposa Gleici Keli Geraldo de Souza e ferir a filha de sete anos, em Lucas do Rio Verde (333 km de Cuiabá).

Segundo Samantha, o argumento de depressão utilizado para declarar inimputabilidade de Frasson, após laudo da Politec, é questionável e tem sido recorrente em casos de assassinato de mulheres.

“Acho que se depressão fosse motivo para sair matando, tinha muito mais homem morto por mulher do que mulher morta por homem. Porque as mulheres são muito mais propensas ao fato de depressão […] e a gente não vê esse cenário. Então eu acho que isso é uma desculpa esfarrapada”, disse a parlamentar.

Samantha ressaltou que não é médica para julgar a saúde mental de ninguém, mas apontou que o uso desse argumento por assassinos de mulheres tem se tornado padrão. “O homem vai lá e alega que está com algum problema de saúde mental. A gente precisa revisar isso, porque parece que é o padrão e é um padrão meio complicado”, afirmou.

A vereadora concluiu que o fenômeno precisa ser observado com atenção e que o uso de alegações de saúde mental para justificar feminicídios é preocupante.

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