Deputado afirma que perda do PRD não enfraquece grupo de Mauro Mendes

Deputado afirma que aliados foram realocados em outras siglas e que apoio a Pivetta segue mantido

Reprodução

O deputado federal Juarez Costa (Republicanos) afirmou que a destituição da direção estadual do Partido Renovação Democrática (PRD), ocorrida na segunda-feira (30), não enfraquece a base do governador Mauro Mendes (União Brasil). Segundo ele, a composição política foi mantida, apesar da saída da sigla da aliança.

“O movimento político, nesse momento, é isso. Tudo pode acontecer. Agora, de enfraquecer em nenhum momento, até porque a chapa ficou. Então aqueles que apoiam a candidatura do Pivetta, aqueles que estão juntos, todos ficaram, todos foram acomodados em algumas siglas partidárias que apoiam o Pivetta e só foi embora mesmo foi o partido”, declarou.

O PRD, partido de centro-direita formado pela fusão entre Patriota e PTB, teve o diretório estadual destituído pela cúpula nacional na última semana. A decisão surpreendeu o então presidente estadual, Mauro Carvalho, que articulava uma chapa alinhada ao grupo governista para as eleições de outubro.

O grupo incluía nomes como os secretários Gilberto Figueiredo e Allan Kardec, além dos deputados Paulo Araújo e Juca do Guaraná. Todos já haviam declarado apoio à pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo e de Mauro Mendes ao Senado.

Articulação em Brasília

Juarez Costa avalia que a destituição não ocorreu de forma isolada e teria sido articulada em Brasília por adversários políticos. A mesma leitura é compartilhada pelo deputado Dilmar Dal Bosco, também integrante da base governista.

Nos bastidores, há suspeitas de que o senador Wellington Fagundes (PL), um dos principais nomes da oposição na disputa pelo governo estadual, tenha atuado junto à direção nacional do PRD. O governador Mauro Mendes afirmou haver “suspeita grande” de participação de Wellington e da deputada Janaina Riva (MDB) na movimentação.

Com a saída do PRD, o grupo governista iniciou a realocação de pré-candidatos em siglas que permanecem na coligação, como União Brasil, Republicanos e PL. Otaviano Pivetta afirmou que o projeto político segue mantido e que não haverá ruptura entre os aliados.

Apesar do episódio, a base governista mantém a avaliação de que sua força política foi preservada. “A surpresa ficou para o PL, porque levou a sigla e não levou os candidatos”, concluiu Juarez Costa.

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