O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), lançou na sexta-feira (3) o primeiro episódio de uma série documental sobre sua trajetória política. No material, divulgado nas redes sociais e no YouTube, ele volta a abordar o episódio conhecido como “escândalo do paletó”.
No capítulo inicial, Emanuel apresenta sua versão sobre o vídeo em que aparece guardando dinheiro no bolso do paletó, caso que teve repercussão nacional.
Segundo o ex-prefeito, o episódio ocorreu em 2017, no início de seu primeiro mandato à frente da prefeitura. Ele afirma que tomou conhecimento das imagens ao receber o vídeo no celular, após retornar de uma viagem oficial.
“Para mim, nada fazia sentido. O julgamento era jurídico e político”, declarou.
Na gravação, Emanuel sustenta que estava no local para cobrar uma dívida relacionada a uma pesquisa eleitoral, que, segundo ele, teria sido contraída pelo então governador Silval Barbosa. Ele afirma que os valores recebidos, cerca de R$ 20 mil, seriam parte desse pagamento e que a situação estaria registrada em processo judicial.
O ex-prefeito também alega ter sido vítima de uma “armação” e afirma que não era um dos principais alvos das gravações.
“Eu entendi a maldade, a grande armação que foi montada”, disse.
Ao longo do episódio, Emanuel afirma que o caso colocou em xeque sua trajetória política, mas sustenta que conseguiu comprovar sua inocência ao longo do tempo. Ele também cita realizações de sua gestão e a reeleição em 2020 como demonstrações de apoio popular.
Apesar disso, o ex-prefeito afirma que continuou sendo alvo de ataques após a divulgação do vídeo.
“Organizaram a mais covarde campanha de massacre reputacional e perseguição institucional já vista em Mato Grosso”, declarou.




