O ex-deputado estadual Ulysses Moraes pediu exoneração do cargo comissionado que ocupava na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A informação foi confirmada nesta quarta-feira (27) pelo presidente da Casa, Max Russi.
Ulysses atuava como superintendente de controle interno de fiscalização, finanças e contratos da ALMT desde março de 2023. A permanência dele no cargo vinha sendo questionada após publicações frequentes nas redes sociais mostrarem o ex-parlamentar em viagens e gravações de conteúdos fora da Assembleia.
Segundo Max Russi, o próprio ex-deputado solicitou o desligamento do cargo.
“Ele pediu para sair e deve estar se desligando da Assembleia para tocar a sua vida”, afirmou o presidente da ALMT.
Dados do Portal Transparência apontam que Ulysses recebia salário bruto mensal de R$ 18.389,65. Desde a nomeação, o valor acumulado pago ao ex-parlamentar ultrapassa R$ 785 mil brutos.
De acordo com a Assembleia Legislativa, cargos de liderança não possuem obrigatoriedade de controle de ponto presencial, conforme estabelece a resolução administrativa nº 007/2012.
A Casa também informou que o cargo permitia atuação remota, sem necessidade de justificativa formal para deslocamentos a outros estados.
Integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), Ulysses Moraes possui mais de 800 mil seguidores nas redes sociais e tenta retornar à Assembleia Legislativa nas próximas eleições pelo partido Podemos.
Nas redes, o ex-deputado publica vídeos sobre política e pautas de costumes, estratégia que ampliou sua visibilidade digital nos últimos anos.



