Djavanderson de Oliveira de Araújo foi condenado a 29 anos e três meses de prisão por matar a ex-namorada Juliana Valdivino da Silva após atear fogo nela em setembro de 2024. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (26), no Tribunal do Júri de Paranatinga, após mais de 15 horas de sessão.
A sentença determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado. O condenado, que estava preso preventivamente desde setembro do ano passado no Centro de Custódia de Cuiabá, permanecerá detido para início imediato da execução da pena.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, configurando feminicídio. Também foram reconhecidas as qualificadoras de motivo fútil, uso de fogo e dissimulação, além dos crimes de perseguição e violência psicológica.
Segundo denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o acusado jogou álcool sobre a vítima e ateou fogo após uma discussão.
Juliana sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau em cerca de 90% do corpo. Ela chegou a ser transferida para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas morreu dias depois devido à gravidade dos ferimentos.
De acordo com as investigações, Juliana havia encerrado o relacionamento com o acusado cerca de três meses antes do crime. No dia dos fatos, ela foi até a antiga residência do casal para buscar pertences pessoais.
Ainda conforme o Ministério Público, a vítima chegou a enviar mensagens para a mãe pedindo ajuda e informando o endereço onde estava, após ser impedida temporariamente de deixar o local.
Horas depois, segundo a acusação, o condenado teria comprado etanol em um posto de combustível e atraído novamente a vítima ao imóvel sob a alegação de que precisava de ajuda após um suposto acidente.
Após nova discussão, ele lançou o combustível sobre Juliana e ateou fogo.
As investigações também apontaram que o acusado monitorava a vítima por meio da clonagem do celular, acessando mensagens e localização, além de praticar controle emocional e ameaças.




