Justiça manda bloquear possíveis rendimentos de fazenda de João Arcanjo para quitar dívida

Decisão autoriza vistoria na propriedade e exige informações de empresas e órgãos sobre atividades na área

Reprodução

A Justiça de Mato Grosso determinou medidas para tentar garantir o pagamento de uma dívida de R$ 32,2 milhões relacionada à Fazenda Colibri, ligada ao bicheiro João Arcanjo Ribeiro. A indenização é cobrada por Izabella Corrêa Costa, viúva do empresário Domingos Sávio Brandão Lima Júnior, assassinado, segundo o processo, a mando de Arcanjo.

A decisão foi assinada pelo juiz Luis Otávio Pereira Marques, da 6ª Vara Cível de Cuiabá, no dia 19 de março de 2026.

Apesar de a indenização já ter sido fixada judicialmente, o valor não foi pago até o momento, mesmo após tentativas de bloqueio de contas e bens do investigado.

Diante de indícios de que a fazenda continua em atividade, com plantio de soja e milho, além de criação de gado, o magistrado determinou que empresas ligadas à exploração da área informem, no prazo de cinco dias, se possuem valores a repassar a Arcanjo. Caso haja recursos, a Justiça autorizou o bloqueio para quitação da dívida.

A decisão também prevê a realização de vistoria na Fazenda Colibri, além de solicitação de informações ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) para verificar a existência de rebanho e a movimentação na propriedade.

Após o cumprimento das medidas, João Arcanjo Ribeiro deverá ser intimado para se manifestar no processo.

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