Mauro Mendes critica proposta de redução da jornada 6×1 e alerta para impacto na economia

Governador classifica medida como populista e diz que mudanças podem afetar produtividade e custos das empresas

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), criticou a proposta que prevê alterações na jornada de trabalho no modelo conhecido como escala 6×1 e afirmou que a medida pode trazer impactos negativos à economia. As declarações foram feitas durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (17).

Sem citar diretamente o texto em discussão, o chefe do Executivo estadual associou o debate ao período eleitoral e classificou a proposta como populista. “Eu me preocupo quando eu vejo em ano eleitoral muitas medidas populistas sendo tomadas. Isso vai quebrar o país. Pode ficar tranquilo e, benza a Deus, que eu esteja errado”, afirmou.

Mendes também argumentou que a ideia de reduzir a carga de trabalho mantendo os mesmos ganhos contraria princípios econômicos. Segundo ele, o aumento da renda está relacionado à ampliação da dedicação ao trabalho.

Durante a coletiva, o governador direcionou críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), a quem atribuiu a defesa da proposta. Para ele, a medida é inviável do ponto de vista econômico e pode gerar efeitos negativos em cadeia.

“O PT, essa proposta aí que está vindo, está propondo trabalhar menos. Isso vai ter consequência, gente. Isso não funciona”, declarou.

O governador ainda destacou que mudanças desse tipo podem afetar diretamente a produtividade, o funcionamento das empresas e, consequentemente, a economia nacional, com reflexos no custo de vida da população.

A proposta em debate no cenário nacional trata de possíveis alterações na escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos com um dia de descanso. Entre os pontos discutidos estão a redução da carga horária e a reconfiguração das jornadas de trabalho, com foco na melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.

O tema tem ganhado espaço em meio a discussões sobre direitos trabalhistas, saúde mental e produtividade, mas enfrenta resistência de setores empresariais e de parte da classe política, que apontam aumento de custos e possíveis impactos econômicos.

Até o momento, não há definição sobre a aprovação ou implementação das mudanças, que seguem em fase de debate no país.

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