Pivetta classifica como lamentáveis índices de feminicídio em MT e aposta em reversão em 2026

Estado registrou 52 casos em 2025; governo diz investir em segurança e criar gabinete específico para enfrentamento

Victor Ostetti/MidiaNews

O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), classificou como “lamentável” a manutenção dos altos índices de feminicídio no estado, mesmo diante dos investimentos e ações adotadas pelo Governo. Em 2025, foram registrados 52 casos entre janeiro e dezembro, segundo dados do Observatório Caliandra, divulgados pelo Ministério Público Estadual (MPE).

A declaração foi feita nesta terça-feira (23). Pivetta afirmou que o governo tem atuado no combate à violência contra a mulher, mas reconheceu que os números ainda não refletem os esforços realizados.

“É lamentável, sofremos muito com isso. Estamos fazendo tudo que é possível para combater a criminalidade, principalmente o feminicídio. Infelizmente, os números não estão correspondendo ao esforço que estamos fazendo”, disse.

Apesar do cenário, o governador em exercício demonstrou confiança em uma mudança a partir de 2026. Segundo ele, somente neste ano, o Governo do Estado investiu R$ 88 milhões nas forças de segurança voltadas ao enfrentamento da violência doméstica.

Uma das principais apostas da gestão é o Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, anunciado em novembro e com previsão de início pleno das atividades em janeiro. De acordo com Pivetta, a proposta é integrar diferentes secretarias para ampliar as políticas públicas voltadas à proteção e autonomia feminina.

“Nós vamos articular com todas as secretarias para preparar as mulheres jovens para o trabalho, para ter renda, independência e autonomia”, afirmou.

Pivetta também destacou que já existem políticas públicas em funcionamento e que novas ações devem ser criadas para reforçar a proteção às mulheres. Questionado se os índices elevados têm relação com machismo estrutural ou fatores culturais, o governador evitou apontar causas específicas.

“É um assunto que não dá para dar palpite. Nós temos que combater e estamos fazendo de tudo para isso”, concluiu.

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