O prefeito de Confresa, Ricardo Babinski (MDB), exonerou a secretária municipal de Cultura, Evirlene Sipaúba (PL), após declarações consideradas homofóbicas contra o vereador Marcelo Silva de Souza, conhecido como Marcelinho (PSB). A exoneração foi publicada no Diário dos Municípios no dia 6.
A polêmica teve início após a divulgação de um áudio enviado por Evirlene em um grupo de WhatsApp. Na gravação, a então secretária questiona a participação do vereador em um evento voltado ao Dia das Mulheres.
Na mensagem, ela afirma não entender a presença de “um homem que nem gosta de mulher, casado com outro, palestrando para mulheres”, ao comentar sobre o encontro denominado “Mulheres do Agro”.
A repercussão do caso levou a Câmara Municipal de Confresa a aprovar uma moção de repúdio contra a então secretária. No documento, os vereadores classificaram a conduta como incompatível com o exercício de função pública.
“É inadmissível que um agente público responsável por conduzir políticas culturais, que devem promover diversidade, inclusão e respeito, utilize manifestações discriminatórias contra qualquer cidadão”, diz trecho da moção.
Os parlamentares também afirmaram que as declarações ultrapassaram os limites do debate político e assumiram caráter de ataque pessoal e discriminatório, contrariando princípios constitucionais da administração pública.
O Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso também se manifestou sobre o caso, afirmando que a declaração reproduz estigmas históricos contra a população LGBTQIA+.
Em nota, a sigla afirmou que manifestações desse tipo são incompatíveis com o exercício de cargos públicos e ferem princípios como dignidade da pessoa humana, igualdade e respeito à diversidade.
O partido também declarou solidariedade ao vereador Marcelo Souza e às pessoas LGBTQIA+, destacando que atitudes discriminatórias precisam ser apuradas e responsabilizadas conforme a legislação.
Outro lado
No domingo (8), Evirlene Sipaúba se pronunciou nas redes sociais sobre a repercussão do caso. Na publicação, ela afirmou que está assumindo as consequências da declaração, mas disse não concordar com as críticas recebidas.
“Não vou e nem quero me eximir das consequências, até porque já estou arcando, mas também represento um povo. Não posso baixar a cabeça”, escreveu.



