O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou nesta sexta-feira (20) que a Casa dará total apoio ao Ministério Público Estadual (MPMT) na investigação envolvendo o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos).
O caso ganhou repercussão após Moretto ser flagrado com o microfone aberto durante cerimônia de assinatura da ordem de serviço do Hospital Regional de Pontes e Lacerda. Ao lado do governador Mauro Mendes (União), o parlamentar afirmou que uma das empresas vencedoras da licitação, estimada em cerca de R$ 200 milhões, seria dele, o que é proibido por lei.
Durante a fala, em tom de comemoração, o deputado disse que “duas” obras seriam da Agrimat e “uma a minha”, o que levantou suspeitas de possível conflito de interesses e gerou repercussão nacional.
“Parabéns ao Ministério Público, que está agindo de forma rápida. A gente confia no trabalho do nosso Ministério Público e vai dar todo respaldo para qualquer investigação, seja de um membro do Parlamento ou de fora”, afirmou Max Russi.
O presidente da ALMT também destacou a importância do acompanhamento do caso pela sociedade. “O Ministério Público teve uma atitude correta e precisa ter o respaldo da imprensa e de toda a sociedade”, disse.
A apuração foi solicitada com base na legislação que proíbe parlamentares de manter contratos com a administração pública durante o exercício do mandato.
Após a repercussão, Valmir Moretto negou irregularidades e afirmou que a declaração foi um “vício de linguagem”, alegando ter sido fundador de empresa do setor da construção civil. Segundo ele, deixou a participação societária em novembro de 2018, antes de assumir o cargo, e não mantém vínculo com a empresa desde então.
Já o governador Mauro Mendes classificou a repercussão como “narrativa” e “fofoca de rede social”. Ele afirmou que o governo estadual não cometeu irregularidades e que a presença no evento teve como objetivo apenas o anúncio de investimentos na região.




