O Governo de Mato Grosso arrecadou R$ 4,544 bilhões a menos do que o previsto nas receitas correntes primárias até outubro deste ano. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) no Diário Oficial da semana passada.
A projeção inicial era atingir R$ 37,737 bilhões no período. No entanto, a receita realizada somou R$ 33,192 bilhões. Considerando os últimos 12 meses, o Estado acumulou R$ 51,080 bilhões em receitas correntes.
As receitas correntes primárias incluem impostos como ICMS e IPVA, taxas, contribuições de melhoria, receitas patrimoniais e transferências, entre elas a cota-parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e os repasses do Fundeb.
Parlamentares têm criticado a peça orçamentária enviada pelo Executivo à Assembleia Legislativa, afirmando que o valor total está subestimado. Deputados indicam que devem apresentar emendas, especialmente nas áreas de saúde, segurança pública e educação. A votação do orçamento está prevista para ocorrer antes do recesso de 17 de dezembro.
De janeiro a outubro, as despesas totais do Estado chegaram a R$ 31,096 bilhões — sendo R$ 28,346 bilhões referentes a despesas primárias pagas e R$ 2,249 bilhões de restos a pagar não processados.
Nos últimos 12 meses, a arrecadação mensal média ficou acima de R$ 4 bilhões. Apenas em novembro de 2024 (R$ 3,974 bilhões), janeiro (R$ 3,577 bilhões) e agosto (R$ 3,776 bilhões) o valor ficou abaixo desse patamar.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que os números podem ter levado o governo a adotar uma postura mais cautelosa ao enviar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025, estimado em R$ 40,790 bilhões, à Assembleia.




