O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, negou nesta segunda-feira (1º) pedido para revogar a prisão preventiva de Welliton Gomes Dantas, ex-funcionário da empresa Bom Futuro, acusado de desviar cerca de R$ 10 milhões do grupo empresarial.
A defesa de Dantas solicitou que a prisão fosse substituída por medidas cautelares alternativas, argumentando que o crime não envolveu violência ou grave ameaça, além de destacar que o acusado teria colaborado com a investigação, confessado o crime e indicado patrimônio e suposto coautor.
O pedido foi negado pelo ministro Zanin, que entendeu não haver flagrante ilegalidade ou abuso de poder na manutenção da prisão. Antes disso, o habeas corpus também havia sido indeferido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Dantas utilizava seu acesso ao sistema interno da empresa para gerar e aprovar ordens de pagamento referentes a fretes falsos, simulando serviços executados supostamente por empresas contratadas, mas realizados pelos próprios caminhões do grupo. As fraudes ocorreram ao longo de três anos.
Após a prisão de Dantas em Cuiabá, seu comparsa Vinícius de Moraes Sousa foi localizado em Barra do Garças e ambos foram autuados em flagrante. Documentos e agendas relacionados às fraudes foram apreendidos durante as ações policiais.
O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Estelionato, que apura detalhes sobre a fraude e eventuais outros envolvidos.



