Veja quais empresas doaram R$ 2,7 milhões a projeto do MPMT questionado no CNMP

Petição aponta possível conflito de interesses e cita arrecadação de mais de R$ 2,7 milhões entre 2024 e 2025

Reprodução

Um pedido apresentado pelo procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) questiona o financiamento por empresas privadas do projeto institucional “Diálogos com a Sociedade”, vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).

Segundo a petição, o projeto teria arrecadado mais de R$ 2,7 milhões entre os anos de 2024 e 2025, por meio de doações e patrocínios. Os valores, conforme os autos, foram depositados em contas da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), embora a gestão e a captação dos recursos sejam atribuídas à Procuradoria-Geral de Justiça.

O cerne da controvérsia, de acordo com o documento, está no fato de que parte das empresas doadoras é alvo de investigações ou responde a processos conduzidos pelo próprio Ministério Público estadual, o que poderia configurar conflito de interesses.

Levantamento apresentado na petição, com base em extratos financeiros da AMMP, aponta que os repasses de entidades privadas somaram R$ 803.450,00 em 2024 e chegaram a R$ 1.899.369,99 em 2025.

Entre os principais doadores listados em 2024 estão Aprosoja (R$ 230.650,00), Ginco (R$ 85.000,00), Amaggi (R$ 73.600,00), Grupo Bom Futuro (R$ 73.600,00) e AMPA (R$ 73.600,00). Também aparecem Aster (R$ 50.000,00), Energisa (R$ 36.800,00), IMAC (R$ 36.800,00), Cipem (R$ 35.000,00), SESI (R$ 35.000,00), Plaenge (R$ 35.000,00), Todimo (R$ 20.000,00) e Ditado Popular (R$ 18.400,00).

Já em 2025, os maiores valores incluem Aprosoja (R$ 400.000,00), Concessionária Rota do Oeste (R$ 230.000,00), Energisa (R$ 220.000,00), Ginco (R$ 120.000,00) e Águas Cuiabá (R$ 108.000,00). A lista ainda traz Sicredi (R$ 96.250,00), FESMP (R$ 81.500,00), Grupo Bom Futuro (R$ 71.250,00), Amaggi (R$ 70.000,00), Unimed (R$ 50.000,00), AMPA (R$ 50.000,00), entre outros.

Também constam repasses menores de instituições e empresas, além de R$ 142.370,00 em patrocínios não identificados.

O caso será analisado pelo CNMP, que poderá apurar a legalidade da captação de recursos e eventuais irregularidades envolvendo o projeto.

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