Wellington Fagundes não descarta aliança com MDB nas eleições de 2026 em MT

Senador e pré-candidato ao governo diz que aproximação com o partido é orientada pela direção nacional do PL; deputada Janaina Riva, nora de Wellington, preside o MDB em Mato Grosso

Reprodução

O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao governo de Mato Grosso, afirmou que não descarta uma possível coligação com o MDB nas eleições de 2026. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Cultura FM, quando o parlamentar comentou sobre a estratégia nacional do Partido Liberal.

“A orientação do PL Nacional é que temos que trabalhar para buscar os partidos de centro-direita. O PL é um partido de direita, com a ajuda do presidente Jair Bolsonaro, mais consolidado ainda. Agora, é bom lembrar que em São Paulo, por exemplo, o PL é coligado com o MDB”, afirmou.

A possibilidade de aliança ganhou força após a deputada estadual Janaina Riva — nora de Wellington e atual presidente do MDB em Mato Grosso — assumir o comando da sigla em agosto deste ano. Na ocasião, Janaina disse que o partido passaria a adotar um posicionamento mais voltado à direita e que estava aberta ao diálogo com o senador sobre uma eventual parceria eleitoral.

Ela, no entanto, condicionou o apoio ao alinhamento nacional entre as legendas em 2026.

“A história da Janaina foi construída por ela. A única mulher em um terceiro mandato como deputada estadual e a mais votada. Agora, ela casou com meu filho, é a mãe do meu netinho. A gente faz política e, se puder fazer política junto, será melhor, mas senão, nós nos respeitamos. A gente não confunde as coisas”, declarou Fagundes.

Aproximação partidária

O senador também participou da convenção do MDB que oficializou Janaina Riva na presidência estadual. A presença foi interpretada como um gesto político de aproximação, mas Wellington negou que o comparecimento tenha sido uma articulação direta por apoio.

Segundo ele, a ida ao evento foi a pedido do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que teria manifestado o interesse de manter o diálogo entre as siglas.

“O Valdemar falou: ‘Wellington, não posso ir a Mato Grosso e gostaria que você me representasse lá, representasse o partido, porque temos uma relação grande com o MDB e precisamos discutir, inclusive, essa relação duradoura para frente, para a próxima eleição’”, contou.

“Então, a minha presença foi representando o presidente nacional do partido. Não foi para falar em coligação, não tem em momento algum uma declaração minha nesse sentido”, completou o senador.

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