A influenciadora e advogada Deolane Bezerra voltou a se manifestar publicamente nesta terça-feira (26), após quase uma semana presa durante a Operação Vérnix. Em carta divulgada nas redes sociais pela irmã, Dayanne Bezerra, ela negou envolvimento com organização criminosa e afirmou ser alvo de perseguição há mais de cinco anos.
No texto, Deolane declarou que “não é bandida” e sustentou que a prisão ocorreu por causa de R$ 24,5 mil recebidos como honorários advocatícios. Segundo a influenciadora, o valor foi depositado diretamente em sua conta e não teria relação com a transportadora investigada no inquérito.
“Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500”, escreveu.
A influenciadora afirmou ainda que nunca foi formalmente ouvida durante as investigações e criticou a abordagem policial durante a operação realizada em sua residência.
Deolane também negou possuir 37 empresas em seu nome, informação que passou a circular após a deflagração da operação. Segundo ela, a versão “se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida”.
Na carta, a advogada afirmou ainda que nunca visitou a Penitenciária de Presidente Venceslau e disse que construiu sua trajetória profissional “pelo próprio suor”.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa PCC. Entre os investigados estão Marco Willians Herbas Camacho, além do irmão Alejandro Camacho e dos sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
Segundo as investigações, empresas e terceiros teriam sido utilizados para ocultar patrimônio e movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, seria usada para lavar dinheiro do grupo.
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. A análise financeira apontou dezenas de transferências fracionadas que, somadas, chegariam a aproximadamente R$ 700 mil. Parte dos valores teria sido enviada por um homem da Bahia investigado por atuar como “laranja” no esquema.





