Polícia Civil deflagra Operação Redeiros 2 contra pesca ilegal no Pantanal de MT

Mandados são cumpridos em Barão de Melgaço e Cuiabá; investigação mira grupos envolvidos na captura e comércio clandestino de pescado

PJC/Divulgação

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (27), a Operação Redeiros 2, com foco no combate à pesca predatória, uso de apetrechos proibidos e comercialização ilegal de pescado na bacia pantaneira.

A ação é conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente e representa a continuidade de investigações voltadas à desarticulação de grupos que exploram de forma ilegal os recursos naturais do Pantanal.

Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, principalmente no município de Barão de Melgaço, considerado um dos principais polos pesqueiros da região. Uma das ordens judiciais também é executada em Cuiabá.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Capital, após representação da Dema e parecer favorável do Ministério Público do Estado.

Segundo as investigações, os suspeitos atuam de forma organizada na captura, armazenamento e venda clandestina de espécies nativas, utilizando redes e tarrafas, equipamentos proibidos pela legislação ambiental.

De acordo com a delegada Liliane Murata, a operação busca apreender materiais ilegais e reunir provas para aprofundar as investigações. “A ação visa identificar toda a cadeia de distribuição do pescado irregular, incluindo fornecedores e compradores”, afirmou.

Os investigados poderão responder por crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), além de associação criminosa.

A operação conta com apoio da Diretoria de Atividades Especiais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso e do Juizado Volante Ambiental.

Barão de Melgaço, localizado às margens da Baía de Chacororé e do Rio Cuiabá, é uma das regiões mais relevantes do Pantanal mato-grossense, com grande diversidade de espécies como jaú, pintado e pacu. A área é frequentemente alvo de ações ilegais que impactam diretamente o equilíbrio ambiental.

Apesar do fim do período de defeso em janeiro de 2026, segue em vigor a Lei nº 12.197/2023, conhecida como Lei do Transporte Zero, que impõe restrições permanentes ao transporte e comercialização de espécies nativas de água doce no estado.

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